Sabia que as dores de cabeça são a segunda condição médica mais comum no mundo todo? A afirmação é da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), que faz outro alerta: mesmo entre aqueles que sofrem com o quadro frequentemente, cerca de um terço não procura atendimento e 50% não fazem um tratamento adequado. Muita gente convive com dor de cabeça – chamada pelos médicos de cefaleia – ou até com enxaqueca, uma doença neurológica complexa, achando que é comum, mas esses quadros merecem muita atenção. A seguir, saiba como diferenciar se é cefaleia ou enxaqueca e o que fazer em cada caso.
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Os quadros possuem sintomas parecidos, é verdade. Mas algumas particularidades ajudam a desconfiar de cada um. Lembre-se de que o diagnóstico só deve ser dado pelo médico, mas vale saber quando é hora de procurar atendimento.
Resumindo: a enxaqueca é um tipo de dor de cabeça, mas nem toda dor de cabeça (cefaleia) é enxaqueca! Procure atendimento caso desconfie dos quadros, até porque o atraso no tratamento pode acarretar, além de prejuízos pessoais (quem se concentra para trabalhar com a cabeça latejando, vamos combinar?), o agravamento da intensidade e da frequência das crises.
Assim, quanto antes receber o tratamento adequado, ainda, maiores são as chances de evitar que a dor de cabeça acabe com o seu dia. A maior parte dos portadores de enxaqueca consegue definir os gatilhos das crises, que podem estar associados ao próprio organismo ou ao meio em que a pessoa vive. Entre os exemplos mais comuns estão fatores hormonais (como a menstruação), jejum prolongado, privação ou excesso de sono, consumo de bebidas alcoólicas e alguns alimentos (como queijos amarelos, gorduras e embutidos), mudanças de temperatura e exposição solar. Por fim, a prevenção é, sempre, o melhor remédio.
Fonte: Caio Simioni é neurologista (CRM 108219 SP | RQE 33640). Médico do Ambulatório de Cefaleias do HC-FMUSP, é vice-coordenador do Departamento Científico de Cefaleias da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).