Dislipidemia: os principais efeitos do colesterol alto na sua saúde

Bem-estar Saúde
21 de Outubro, 2025
Patricia Gombai Barcellos Caldeira
Revisado por
Fisioterapeuta • CREFITO 3/71.855-F
Dislipidemia: os principais efeitos do colesterol alto na sua saúde

A dislipidemia é uma condição crônica caracterizada por níveis de gordura alterados no sangue, especialmente o colesterol e triglicerídeos. Essas gorduras — também chamadas de lipídios — são essenciais para o organismo, pois fazem parte das células, ajudam na produção de hormônios e participam da digestão.

Segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose de 2025, o problema surge quando há excesso nos níveis de LDL (colesterol ruim) ou redução do HDL (colesterol bom) no sangue, favorecendo o acúmulo de gordura nas artérias.

A dislipidemia é uma condição considerada silenciosa, mas está diretamente associada a doenças cardiovasculares graves, como o infarto e AVC (derrame cerebral).

Os efeitos da dislipidemia no coração

Quando o LDL está elevado, ele pode se depositar nas paredes das artérias, formando placas de gordura que dificultam a passagem do sangue. Com o tempo, esse processo — chamado de aterosclerose — torna as artérias mais rígidas e estreitas, reduzindo o fluxo de oxigênio para o coração e o cérebro.


Isso aumenta o risco de:

  • infarto do miocárdio (obstrução das artérias do coração);
  • acidente vascular cerebral (AVC);
  • insuficiência arterial periférica, que causa dor nas pernas e dificuldade para caminhar.

No Brasil e no mundo, as doenças cardiovasculares (DCVs) são consideradas as principais causas de morte, sendo que a hipertensão arterial e o colesterol elevado são fatores de risco responsáveis por elas.

Causas e fatores de risco

A dislipidemia pode ter origem genética, sendo herdada dos pais, ou estar ligada a hábitos de vida. Entre os principais fatores de risco estão:

  • alimentação rica em gorduras saturadas e ultraprocessados;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • diabetes, obesidade e hipertensão não controladas;
  • consumo excessivo de álcool.

Mesmo pessoas com peso adequado podem ter colesterol alto, especialmente quando há tendência genética.

Diagnóstico e tratamento

A dislipidemia é diagnosticada por exame de sangue, que mede o perfil lipídico — indicando os níveis de colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos. Como os sintomas geralmente não aparecem, o exame de rotina é a forma mais segura de identificar o problema precocemente.

O tratamento inclui:

  • mudanças no estilo de vida, com alimentação saudável e atividade física regular;
  • controle de outras doenças associadas, como diabetes e hipertensão;
  • uso de medicamentos específicos, quando indicado pelo(a) profissional de saúde.

Essas medidas ajudam a reduzir o colesterol ruim, aumentar o bom e diminuir o risco de complicações cardiovasculares.

Em resumo

A dislipidemia é uma condição silenciosa, comum, mas também é controlável. Com acompanhamento médico, hábitos saudáveis e exames regulares, é possível manter o colesterol sob controle e proteger o coração por toda a vida.

O apoio profissional é indispensável para esclarecer questões específicas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.

 

Referências bibliográficas

Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, Zimerman A, Cesena FHY, Sposito AC, Santos RD, et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arq. Bras. Cardiol. 2025;122(9):e20250640.

Disponível em: https://abccardiol.org/article/diretriz-brasileira-de-dislipidemias-e-prevencao-da-aterosclerose-2025/

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OMS – Cardiovascular Diseases Fact Sheet (2025)

OMS –  Physical Activity Fact Sheet (2024)

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Sobre o autor

Gabriel Saez Domingues
Estagiário de jornalismo, formando pela Unesp.

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