Diabetes e canetas injetáveis: o que saber antes de usar
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Conviver com o diabetes exige atenção diária, desde o cuidado com a alimentação até o acompanhamento dos níveis de glicose no sangue.
Nos últimos anos, surgiram novas opções de tratamento que, além de ajudar a equilibrar a glicemia em pacientes com diabetes tipo 2, também podem contribuir para a perda de peso, como é o caso dos medicamentos análogos ao GLP-1 (as canetas injetáveis).
Usar essas canetas de forma segura significa entender o papel delas dentro do tratamento do diabetes, manter o monitoramento frequente e seguir todas as recomendações do profissional de saúde.
Qual a relação do tratamento com o diabetes?
As canetas usadas durante o tratamento para perda de peso também afetam a forma como o corpo libera e utiliza a glicose.
Em pessoas com diabetes tipo 2, isso contribui para o manejo da condição das seguintes maneiras:
- aumentando a liberação de insulina (hormônio que ajuda a diminuir o açúcar no sangue);
- melhorando a sensibilidade à insulina, o que pode ser atribuído à redução do peso corporal;
- reduzindo a concentração do glucagon (hormônio que aumenta o açúcar no sangue) em jejum e após uma refeição mista;
- atrasando o esvaziamento gástrico, o que pode diminuir a velocidade de absorção da glicose e favorecer uma glicemia adequada após a refeição.
Mas, durante o uso da caneta, é importante ter atenção ao risco de queda do açúcar no sangue (hipoglicemia) — especialmente se a pessoa ainda estiver usando outros medicamentos, como insulina ou sulfonilureia, medicamento que ajuda a liberar a insulina.
Por isso, antes de começar o uso, é fundamental conversar com o médico. Ele será o responsável por ajustar doses, revisar os outros medicamentos em uso e definir a melhor forma de monitorar a glicemia. Nenhuma mudança deve ser feita por conta própria.
Como acompanhar a glicemia durante o tratamento
Durante as primeiras semanas com as canetas, o corpo passa por adaptações importantes. Nesse período, é essencial acompanhar a glicemia com frequência, seja com testes de ponta de dedo ou com sensores contínuos, conforme orientação médica.
Os resultados desses testes mostram se o tratamento está adequado e ajudam a evitar sintomas de hipoglicemia, como tontura, tremores, suor frio e fraqueza.
Caso o açúcar no sangue suba demais (hiperglicemia), o médico poderá ajustar a alimentação ou rever o plano de uso dos medicamentos.
Em caso de hipoglicemia
A hipoglicemia acontece quando o açúcar no sangue fica abaixo de 70 mg/dL. É uma situação comum em pessoas com diabetes, especialmente nas que usam insulina ou medicamentos que aumentam a liberação do hormônio no organismo.
Os principais sintomas incluem:
- tremores
- suor frio
- fome repentina
- tontura
- batimentos acelerados
- visão embaçada
- confusão mental
Em casos mais graves, pode haver desmaio ou convulsões.
O que fazer durante as crises?
- Coma algo doce de rápida absorção: o recomendado é consumir cerca de 15 gramas de carboidrato simples, como uma colher de açúcar, uma bala macia, uma colher de mel ou meio copo de suco comum (não dietético). Esses alimentos ajudam o corpo a recuperar o açúcar no sangue mais rapidamente.
- Meça novamente após 15 minutos: se o valor continuar abaixo de 70 mg/dL, repita o consumo do carboidrato. Caso a glicemia volte ao normal, faça um lanche leve, como uma fruta com aveia ou granola, um iogurte ou um pão integral com queijo, especialmente se a próxima refeição ainda demorar.
Em situações de hipoglicemia severa
- Peça ajuda imediatamente: quando a pessoa perde a consciência ou não consegue engolir, familiares, amigos ou colegas devem agir rápido.
- Use o kit de glucagon, se disponível: esse medicamento de emergência ajuda o corpo a aumentar o açúcar no sangue quando não é possível ingerir nada por via oral. A aplicação deve ser feita imediatamente, seguindo as orientações do médico.
- Espere cerca de 15 minutos e verifique novamente a glicemia: se o nível de açúcar continuar baixo, procure atendimento de urgência.
O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.
Referência bibliográfica

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