O Ministério da Saúde divulgou ontem (04) uma nota em que recomenda que crianças a partir de 5 anos devem tomar a dose de reforço contra a covid-19. Com isso, o Brasil entra no grupo de países que adotam a vacinação de reforço nessa faixa etária, como é o caso dos Estados Unidos. Por aqui, a imunização deve ser feita com a vacina pediátrica da Pfizer, caracterizada pela tampa laranja, ainda que algumas crianças tenham recebido a primeira e a segunda dose da Coronavac. Continue lendo e saiba mais.
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Em dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia recomendado o reforço do imunizante em crianças entre 5 e 11 anos. Seguindo a mesma instrução, agora o Ministério da Saúde liberou a vacinação por meio de uma nota técnica enviada para estados e municípios. Assim, o intervalo entre a segunda dose e a complementar deve ser de pelo menos quatro meses.
“No estudo clínico, as crianças avaliadas apresentaram aumento de seis vezes no número de anticorpos após a dose de reforço. Em outra subanálise, o reforço da vacina da Pfizer se mostrou eficaz contra a variante Ômicron, com aumento de 36 vezes na produção de anticorpos nessa faixa etária”, afirmou o Ministério da Saúde em nota.
Dessa forma, a decisão se refere à terceira dose de reforço, já que o imunizante contra a covid-19, de forma geral, tem apresentado um decaimento dos anticorpos com o tempo. Por isso, existe a necessidade de reaplicar a vacina e manter os níveis de anticorpos para neutralizar o vírus.
Confira a seguir a atualização do esquema de vacinação:
Fique atento: Todas as crianças devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis. Além disso, é necessário apresentar o cartão de vacinação e documento de identificação.
Por fim, de acordo com Flávia Cohen, infectologista, a vacinação existe justamente para proteger as crianças de doenças altamente contagiosas e que comprometem a saúde. Ou seja, serve para criar um sistema imunológico bom e que realmente vai defender os ataques das doenças. “As defesas do corpo dos pequenos ainda estão em desenvolvimento, não são tão fortes. Assim, a vacinação criará uma barreira contra os vírus e bactérias que existem”, conta.
Fonte: Flávia Cohen, infectologista da Clínica FVC.
Referência: Ministério da Saúde.