Covid-19 aumenta em quase seis vezes casos de gravidez ectópica

Gravidez e maternidade Saúde
29 de Junho, 2021
Covid-19 aumenta em quase seis vezes casos de gravidez ectópica

Uma revisão de estudos recente, conduzida pela George’s University of London, no Reino Unido, apontou mais uma razão para as futuras mamães reforçarem as medidas de segurança contra o novo coronavírus. Isso porque o artigo concluiu que a Covid-19 pode aumentar em até seis vezes os casos de gravidez ectópica.

Além disso, o estudo apontou que mais mulheres grávidas morreram, apresentaram complicações no parto ou tiveram bebês natimortos durante a pandemia do que em anos anteriores.

Covid-19 e o perigo de gravidez ectópica

No último ano, houve um aumento em quase seis vezes nos casos de gravidez ectópica. “Isso possivelmente está relacionado ao processo inflamatório provocado pelo coronavírus, que dificulta a passagem do óvulo fecundado, que acaba por se desenvolver fora do útero”, aponta o médico Thomaz Gollop, Professor Colaborador de Ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí.

Além disso, o problema é especialmente preocupante se não for identificado a tempo. “Se não diagnosticado, pode ocorrer o rompimento da trompa e uma grave hemorragia”, alerta Thomaz.

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Gravidez ectópica: Riscos

A gravidez ectópica é considerada a principal causa de morte materna no primeiro trimestre da gestação, responsável por 9% dos óbitos. Ainda de acordo com um trabalho apresentado recentemente na Faculdade de Medicina de Jundiaí, a incidência é de 1% a 2% nos países industrializados. Além disso, se a mulher já teve uma vez, a chance de ter de novo cresce.

“Após a primeira ocorrência, a recorrência é de cerca de 15%. Se houver dois ou mais episódios, essa taxa pode chegar a pelo menos 25%”, explica Rafaela Pescarini Fabricio, aluna do 6º ano da Faculdade de Medicina de Jundiaí, uma das autoras do trabalho.

A gravidez ectópica é, portanto, mais comum em mães que já tiveram a condição. Mas outros fatores de risco incluem:

  • Cirurgia tubária prévia;
  • Endometriose;
  • Doença inflamatória pélvica;
  • Uso de contraceptivo de emergência (pílula do dia seguinte);
  • Tabagismo.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico pode ser feito por meio de análises clínicas detalhadas, exames laboratoriais e muitas vezes já nas primeiras consultas do pré-natal, com a ultrassonografia.

De acordo com a localização do embrião e o tempo gestacional, algumas opções poderão ser consideradas, incluindo o tratamento medicamentoso, com metotrexato, ou o cirúrgico, com videolaparoscopia.

Sobre o autor

Amanda Panteri
Jornalista e repórter da RD Saúde. Especialista em alimentação saudável.

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