No Brasil, estima-se que o número de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) seja de 2 milhões. Quando o assunto é o diagnóstico, é importante levar em conta características comportamentais que podem surgir ainda na infância. Por exemplo, o comprometimento no engajamento e interações sociais, dificuldade na comunicação verbal e não verbal, e um padrão restrito, repetitivo e estereotipado de comportamentos e interesses. A seletividade alimentar também pode estar presente, gerando uma enorme preocupação para as famílias de crianças com autismo.
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De acordo com a Dra. Patrícia Junqueira, o comportamento alimentar tende a ser caracterizado por aversão/recusa alimentar ou preferências por certos tipos de alimentos em detrimento de outros. Alguns dos fatores envolvidos incluem a textura, a cor, o sabor, a forma e a temperatura dos alimentos, bem como a forma e a cor da embalagem.
Desse modo, a avaliação e reabilitação de bebês e crianças com dificuldades alimentares como essas é fundamental. Isso porque elas dificultam o aprendizado alimentar, tornando a refeição um momento de estresse para toda a família.
Fonte: Dra. Patrícia Junqueira, fonoaudióloga, fundadora e diretora do Instituto de Desenvolvimento Infantil.