Autismo e seletividade alimentar: dificuldade para comer pode indicar TEA

Saúde
03 de Abril, 2023
Autismo e seletividade alimentar: dificuldade para comer pode indicar TEA

No Brasil, estima-se que o número de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) seja de 2 milhões. Quando o assunto é o diagnóstico, é importante levar em conta características comportamentais que podem surgir ainda na infância. Por exemplo, o comprometimento no engajamento e interações sociais, dificuldade na comunicação verbal e não verbal, e um padrão restrito, repetitivo e estereotipado de comportamentos e interesses. A seletividade alimentar também pode estar presente, gerando uma enorme preocupação para as famílias de crianças com autismo.

Leia mais: Autismo na infância: diagnóstico ajuda a viver melhor na fase adulta

Autismo e seletividade alimentar: afinal, qual é a relação?

De acordo com a Dra. Patrícia Junqueira, o comportamento alimentar tende a ser caracterizado por aversão/recusa alimentar ou preferências por certos tipos de alimentos em detrimento de outros. Alguns dos fatores envolvidos incluem a textura, a cor, o sabor, a forma e a temperatura dos alimentos, bem como a forma e a cor da embalagem.

Desse modo, a avaliação e reabilitação de bebês e crianças com dificuldades alimentares como essas é fundamental. Isso porque elas dificultam o aprendizado alimentar, tornando a refeição um momento de estresse para toda a família.

Primeiros sinais de autismo

  • Pouco contato visual: desde a amamentação é importante incentivar a interação e o olhar entre a mãe e o bebê;
  • Bebês que não imitam: por volta de seis a oito meses, os bebês já começam a imitar nossas ações e comportamentos e é preciso estar atento;
  • Não atender pelo nome: a criança não responde quando é chamada pelo nome e não interage com outras pessoas;
  • Dificuldade de atenção e imaginação para brincadeiras coletivas: não se interessa ou não entende e não cria histórias com personagens;
  • Dificuldade com a comunicação não-verbal: não aponta para o que quer;
  • Atraso na fala: crianças com mais de dois anos que não formulam palavras ou frases;
  • Incômodo sensorial: barulhos e toque de outras pessoas podem incomodar e irritar a criança;
  • Movimentos repetitivos: balançar o corpo, sacudir as mãos ou correr de um lado para outro quando estão felizes, tristes ou ansiosos.

Fonte: Dra. Patrícia Junqueira, fonoaudióloga, fundadora e diretora do Instituto de Desenvolvimento Infantil.

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