Atividade física: aliada no controle de doenças crônicas

Movimento
02 de Fevereiro, 2026
Fernanda Lancellotti
Revisado por
Nutricionista • CRN3 29223
Atividade física: aliada no controle de doenças crônicas

Quando a atividade física entra na rotina para ficar, o corpo e a mente sentem a diferença. 

E isso vale ainda mais para quem convive com alguma condição crônica, como obesidade, diabetes ou hipertensão

Nesse contexto, o exercício físico passa a ser um aliado essencial para apoiar o tratamento ao longo do tempo.

Exercício físico e cronicidades

Movimentar o corpo é um dos hábitos mais eficazes para equilibrar a pressão, o açúcar no sangue e manter os níveis de colesterol saudáveis.

Isso pois a atividade física ajuda a fortalecer o coração, reduzir o estresse e manter o peso saudável, três fatores diretamente relacionados à saúde cardiovascular. Além disso, tem benefícios associados à melhora do humor, disposição e interação social.

A recomendação é realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade intensa por semana

Infográfico A importância de seguir o tempo indicado de tratamento

Em contrapartida, exercícios muito intensos podem aumentar o nível de açúcar no sangue: quando a glicemia está descontrolada (com taxas maiores do que 250 mg/dl), o ideal é aguardar a normalização antes de praticar atividade física, principalmente no diabetes tipo 1.

Além disso, lembre-se de alinhar seu plano de treinos com um profissional de educação física para garantir segurança e efetividade. 

Qual a recomendação de atividade física?

Adultos devem praticar pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana (nadar, dançar, jogar vôlei recreativo, fazer tarefas domésticas leves, ou outras atividades que aumentem levemente sua respiração e batimentos cardíacos, excluindo caminhadas) ou 75 minutos de atividade física vigorosa (correr, jogar futebol, realizar tarefas domésticas pesadas, ou outras atividades que intensifiquem significativamente sua respiração, suor e batimentos cardíacos).

Para entender em qual intensidade está o seu treino, você pode prestar atenção nos sinais que seu próprio corpo dá naturalmente:

Evitando o comportamento sedentário

Sempre que possível evite e reduza o comportamento sedentário, aquele que realizamos quando estamos acordados sentados, reclinados ou deitados e gastando pouca energia.

Para isso, tente fazer pequenas pausas ao longo do dia: a cada hora, levante-se e movimente-se por pelo menos 5 minutos. Aproveite para mudar de posição, ficar em pé, beber água, ir ao banheiro ou alongar o corpo. 

Esses momentos simples já ajudam a ativar a circulação e reduzir os efeitos do sedentarismo.

O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.

Referência bibliográfica:

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário [recurso electrónico]. [S.l.]: Organização Mundial da Saúde, [s.d.]. Disponível em: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/9e776de6-adc7-46c1-936f-6dd2bb4f7373/content

Sobre o autor

Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e de profissionais de Educação Física.

Leia também:

O descanso também também faz parte
Movimento

O descanso também também faz parte

Manter o corpo em movimento costuma ser associado a esforço, disciplina e constância. Mas você já parou para pensar que evoluir também envolve saber a hora

Mudando a rotina de treinos durante o tratamento
Movimento

Mudando a rotina de treinos durante o tratamento

Se você já tem uma rotina de treinos e iniciou o tratamento com medicação para obesidade e/ou diabetes, é natural surgir a dúvida: o que muda

Movimento

Sem energia? O movimento pode ser seu aliado

Tem dias em que o corpo parece sem energia, e só de pensar em se exercitar já dá cansaço. Isso é bem comum de acontecer, especialmente